quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Não se brinca à mesa # 3
Como se não fosse brincar com a comida um acto suficientemente reprovável, Vik Muniz foi mais longe e brincou com a pintura barroca. Se as medusas pintadas a óleo por Caravaggio já eram dotadas de um cariz fantasmagórico o esparguete faz com que a Medusa Marinara ultrapasse os limites do tétrico. Mas há um aspecto muito mais surpreendente nesta obra de arte, apesar de ser brasileiro Vik Muniz utilizou, em 1999, materiais bem mais relacionados com a cultura italiana, ou mais particularmente milanesa, do que o próprio Caravaggio: spaghetti e pomodoro. De resto a Medusa Marinara coaduna-se em tudo com o espírito de 1999, ano da sua criação, pre-millenium tension. Soberbo!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Um poema
Afinal o que importa não é a literatura
nem a critica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
— ele há tanta maneira de compor uma estante!
Afinal o que importa não é ter medo: fechar os olhos frente ao
precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim há muita gente que come
Que afinal o que importa não é ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora — ah, lá fora! — rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Mário Cesariny
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Eat Love

Esta notícia está a ser dada com, mais ou menos, mês e meio de atraso. Trata-se do lançamento de “Eat Love”, um livro que apresenta as reflexões de Marije Vogelzang sobre o acto de comer. A introdução do livro, que nos contextualiza o trabalho de Marije Vogelzang, é da autoria da critica de design Louise Schouwenberg. Podemos olhar para Marije Vogelzang como mulher de negócios, artista ou designer. Depois de se ter formado em design tem criado conceitos em torno do acto de comer e criou o Proef, uma espécie de laboratório em que se experimentam novas combinações de alimentos orientadas em oito pontos: sentidos, natureza, cultura, sociedade, técnica, psicologia, ciência e acção. Não parece que Marije Vogelzang tenha caído na tentação de esquecer os princípios aplicabilidade do design ao desenvolver trabalhos que podem ser apreciados como criações artísticas uma vez que trabalha com objectos comestíveis, que não perdem esse propósito quando transformados por si, de onde parecem surgir aspectos que podem ser aplicados de forma prática para melhorar o dia a dia das pessoas comuns.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Um poema
Batatas
Planta mais banal e bem disposta todavia
ninguém neste sombrio país encontraria.
A batata é tão holandesa: dança meio louca
para dentro do cesto e depois para a boca.
Ao castanho de velhas e usadíssimas cuecas
e de mesmo muito gastas noivas ela junta
uma redondez suína, estilo Grão-Mogol,
e de moeda rolante a facial expressão.
Nos campos do Senhor saracoteia um baile
e tem seu banco de aforro debaixo do chão.
Aardappelen
Platvloerser en toch blijmoediger plant
leeft er bijna niet in dit sombere land.
De aardappel is zo Hollands: hij danst dom
de aardappelmand in en veel later de mond
Het bruin van oude veelgebruikte balzakken
en van wel zeer versleten bruiden paart hij
aan varkensachtige rondheid, Grootmogoldom
en de gezichtsuitdrukking van rollende munt.
Op de balzaal van gods akker wiegelt hij blij
en zijn spaarbank heeft hij onder de grond.
H. H. ter Balkt 1938
Tradução de Fernando Venâncio para a Assírio & Alvim
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Sensual, túrgida e suculenta
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Me Gusta

Associar emoções trazidas pela música e pelo movimento a sabores e cheiros preparados por dois chefes de cozinha. Mais uma criação belga no campo das artes performativas que deve surpreender, desta vez pela companhia Laika. Não é a primeira vez que esta companhia de dança desenvolve projectos em que a culinária está presente e até já tinham servido de inspiração à criação de um livro de receitas em Amsterdão, em 2002.
O espectáculo intitula-se "Me Gusta", já foi apresentado em Portimão e também vai passar por Lisboa e Viseu.
www.laika.be
domingo, 21 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
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